Esperta é essa Lispector que sabia mesmo conduzir as palavras, faziam sentido mesmo sem rumo. Cheguei na escola com a ância de um dia breve, passei a manhã pensando no mar, um desejo incontrolável, só podia ouvir o som das ondas quebrando sobre as minhas pernas e sentir meus pés afundando na areia. Uma sensação de liberdade e paz como se estivesse em contato com a água pela primeira vez. 7:50, acaba a primeira aula, meu rosto ainda amassado, maquiagem nenhuma disfarçava, levantei em direção ao bebedouro, fiquei la por um tempo e logo voltei à aula! Mais um dia coberto de perplexidade e monotonia.
Em casa me deparo com a novidade que viverei de agora em diante. Um irmão. Minha mãe com palavras entrecortadas e pouco elucidativas me conta do seu dia exaustivo que eu pouco me interessei. Estava em outro mundo desde cedo, viajando em lugares não conhecidos onde eu vivia afanada, com vontade de viver cada vez mais; como se estivesse próxima a uma arco-íris de 32 cores, do preto ao branco. Fim de tarde, resta apenas uma mensagem que não me sai da cabeça: Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.
3 comentários:
peninha que vc não tem os olhinhos de vóvis pra realçar com o lápis :p
e eu tb tenho um limão!! :D
belo texto, pena que minax não tem mar :/
não gostei da parte do arco-íris de 32 cores =/
E esperar um dia fosco, pintado a mão...às vezes é osso....
Bonito... teu canto, beijo flor
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