Tanta coisa a dizer, que por pouco quis matar as palavras, uma por uma, pra evitar mais uma lágrima humedecendo minha pele ressecada de frio. Cadê então o sol que me deu bom dia hoje cedo? sumira como todas as certezas que havíamos alimentado esse tempo todo. Certeza de você. Logo desencadeei as primeiras frases angustiadas, as primeiras cobranças. Pois eu haveria de cobrar algum dia.. precisava disso. Quando conseguiu ouvir as palavras, desejou não tê-lo feito, pois o que ouviu foi horripilante. Foi a realidade. Como poderia ser tão imprevisível? Os minutos eram cruéis, cada palavra um castigo. Promessas então na sua vida não eram tão assim concretas, não ao pé da letra. Só agora descobri. Tanta interrogação, tanta incerteza; não havia nome a dar ao que sentia no momento, enquanto andava pela casa tentando em palavras mórbidas controlar-me para que não percebesse minha voz já estremecida. Afinal, porque haveria de chorar? era apenas uma conversa boba, discussão de verdades - são as piores. Mas antes fosse tão boba assim. Precisei desligar, não podia mais ouvir que tais promessas e declarações não passavam de frases soltas tão soltas no ar, sem nenhuma base ou cabimento.
Uma palavra-chave: Imaginar. Eu precisava disso. Mas sempre com uma certeza. Afinal não tem porque duvidar, eu o amo, como nunca amei ninguém antes.. e por pouco pedi que logo passasse, pois não haveriam lágrimas suficientes pra cultivar interrogações.
Logo me surge uma ultima promessa: everything will be fine!
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